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Saiba como evitar sequelas cardiológicas da Covid-19

No início da pandemia pouco se sabia sobre a ação do vírus no organismo e, hoje, mais de um ano depois, muitos estudo ajudam a entender os sintomas e sequelas da Covid-19. Já se sabe, por exemplo, que pacientes com doenças cardiovasculares ou comorbidades, como hipertensão arterial e diabetes, apresentam maior risco de desenvolverem casos mais graves. Por outro lado, também já existem comprovações de complicações cardiovasculares em pacientes que se infectaram com o vírus sem problemas cardíacos, e, após o teste positivo, relataram arritmia cardíaca, inflamação do músculo cardíaco, além de quadros de infartos do miocárdio. Em todos esses casos pode haver recuperação do coração, mas também podem ocorrer sequelas para o resto da vida.

Especialistas têm observado essas mudanças em cerca de 20% dos pacientes hospitalizados que não apresentavam cardiopatias prévias e em 50% dos que já eram acometidos por doenças do gênero. Além disso, alguns medicamentos usados no tratamento da Covid-19 também podem aumentar o risco cardiovascular global.

Segundo a cardiologista Renata Christian Félix, da Clinica Villela Pedras, as queixas mais comuns deixadas pela Covid-19 em relação ao sistema cardiovascular são: cansaço, falta de ar, dor no peito e palpitações.

“É importante lembrar que o uso excessivo tanto de sal quanto de bebida alcoólica são fatores que já estão relacionados à compensação clínica em pessoas que apresentam problemas cardíacos, pois ocorre aumento da pressão arterial, aumento da retenção de líquido no organismo, além de aumentar as chances de arritmia cardíaca. Se a pessoa já apresenta algum histórico de doença cardíaca, ou de hipertensão e diabetes, ela deve tomar maior cuidado em relação à sua saúde e evitar o excesso de sal e bebida alcoólica”, afirma a especialista.

A cardiologista explica que, após ser curado da Covid-19, só é necessário investigar sequelas cardíacas se a pessoa apresentar sintomas como cansaço, falta de ar, palpitações, dor no peito, ou se, durante o curso da doença, foi identificada pelo médico alguma alteração que sugira o aparecimento de problema cardíaco.

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