Foto: Divulgação

Livro fine art Vagalumes 21 ganha lançamento especial na orla do Leblon

Na terça-feira (21), a partir das 19h, a orla do Leblon abriga o lançamento do livro fine art Vagalumes 21.

O fenômeno químico da bioluminescência irradiada pelo ser humano é um dos aspectos que inspiram a temática que orienta a publicação fine art bilíngue Vagalumes 21, com obras de 21 artistas visuais de diferentes gerações e regiões do Brasil. A iniciativa do projeto é do compositor e empresário Pedro Borges, a curadoria é do editor e artista carioca Sergio Mauricio Manon, com curadoria adjunta da pesquisadora e antropóloga Ana Amado.

Reunindo obras de 21 artistas visuais, de diferentes gerações e regiões do Brasil, organizados a partir da diversidade de técnicas e linguagens, cerca de 80 trabalhos de nomes como Flávia Junqueira, Jaider Esbell (1979-2021), Pedro Varela, Manon, Rodolpho Parigi, Rogério Reis, Ana Maria Dias, Talita Hoffmann, Alice Lara, Marcos Prado, Walmor Corrêa e Ilan Kelson integram a publicação em grande formato, com 184 páginas, compondo um recorte da produção artística contemporânea das últimas duas décadas no país.

O projeto editorial abriu diálogo com outros autores que já trabalharam a metáfora dos vaga-lumes, como é o caso de Pasolini, Didi-Huberman, entre outros. “Achamos muito positivo costurar essa fortuna crítica sobre o tema às mensagens sobre arte e cura no texto do Pedro Borges que integra o livro, e falam sobre a luz que existe dentro de cada ser humano, como força resistente”, diz Ana Amado.

“Na construção do conceito que orienta a VAGALUMES21, levamos em conta algumas dessas reflexões. Entendemos que a metáfora do vaga-lume se atualiza ao representar as forças poéticas que brilham, sobrevivem e, sobretudo, resistem ao obscurantismo dominante nesses dias”, reflete Sergio, que assinou o projeto editorial e gráfico da Santa Art Magazine*, publicação especializada em artes visuais, criada em 2008 e premiada em 2013 com o Benny Awards de melhor revista de arte do mundo.

De acordo com Sergio, ao longo da pesquisa, novas descobertas somaram-se à poética da nova publicação. Um estudo realizado por três universidades japonesas, em 2009, comprovou o fenômeno da bioluminescência humana: “O corpo humano brilha. Nossos corpos podem irradiar luz porque produzem radicais livres que reagem à gordura do organismo e emitem fótons (partículas de luz)”, comenta o artista e curador.

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