Marc Jacobs (Foto: Reprodução - Vogue)

Entenda a oxigenoterapia hiperbárica de Marc Jacobs

O estilista Marc Jacobs fez recentemente uma cirurgia plástica, mais precisamente um lifiting facial. Para acelerar o processo de recuperação, ele está utilizando uma técnica chamada oxigenoterapia hiperbárica, que é composta por oxigênio 100% puro, ajuda na cicatrização e previne infecções. Para entender melhor a técnica, leia as informações que o cirurgião plástico André Maranhão, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e ex-presidente da regional RJ, passou pra gente.

Marc Jacobs usa câmara de oxigênio após passar por cirurgia. (Foto: Reprodução)

Oxigenoterapia hiperbárica

Por André Maranhão

A oxigenoterapia hiperbárica (OHB) é uma terapia que se baseia na oferta de oxigênio puro (FiO2 = 100%), porém em ambiente pressurizado a um nível acima da pressão atmosférica, habitualmente entre duas e três atmosferas, lembrando que o ar ambiente tem em média 20%. Em geral, as clínicas de terapia hiperbárica possuem câmaras com capacidade para um paciente (câmara monopaciente) ou para diversos pacientes (câmara multipaciente) sob supervisão médica.

As indicação são estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina, e as relacionadas a cicatrização são para aumentar a oferta de oxigênio nos tecidos que estão sob estresse circulatório ou infeccioso (nutre e combate infecção):

  • Síndrome de Fournier;
  • celulites, fasceítes e miosites;
  • vasculites agudas, medicamentosa ou por toxinas biológicas (aracnídeos, ofídios e insetos);
  • lesões por radiação: radiodermite, osteorradionecrose e lesões actínicas de mucosas;
  • anemia aguda, nos casos de impossibilidade de transfusão sanguínea;
  • isquemias traumáticas agudas: lesão por esmagamento, síndrome compartimental, reimplante de extremidade amputada e outros;
  • queimaduras térmicas ou elétricas;
  • lesões refratárias: úlceras de pele, pé diabético, escaras de decúbito, úlceras por vasculites auto-imunes, deiscências de sutura;
  • osteomielite;
  • retalhos ou enxertos comprometidos (em caso de cirurgias estéticas ou reparadoras).

O tratamento consiste em sessões diárias de 60 a 90 minutos, de acordo com a indicação.

Pacientes sem problemas não tem indicação. É bastante desconfortável para os ouvidos, sendo contraindicado para quem tem problemas de pressão no ouvido ou claustrofobia.

André Maranhão  – (CRM-RJ – 52.62963-4) – Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Leia também:

Especialista alerta sobre monitoramento do câncer

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *