Imagem de Yerson Retamal por Pixabay.

Especialista alerta sobre monitoramento do câncer

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o câncer é a segunda principal causa de morte no mundo, depois das doenças cardiovasculares. Ainda segundo a entidade, de 30% a 50% dos tipos de câncer podem ser prevenidos, com grandes chances de cura, se descobertos de forma precoce e tratados da maneira adequada.

E na pandemia, com receio de contrair o coronavírus, muitos pacientes deixaram de realizar seus exames de rotina ou então acompanhar uma doença já pré-existente (em evolução). Inúmeras clínicas e hospitais têm investido em alas free-Covid e cuidados redobrados para proteger a rotina de exames dos pacientes oncológicos. Há clínicas, inclusive, que investiram em tecnologia coreana com equipamentos que desinfectam ambientes por 24h ininterruptas, como é o caso da Villela Pedras.

“Na Clínica Villela Pedras utilizamos um exame de imagem chamado PET-CT, utilizado com muita frequência no diagnóstico e no acompanhamento de pacientes oncológicos. O que percebemos desde o início da pandemia, em março de 2020 até aproximadamente julho do ano passado, foi que uma grande parcela dos pacientes com câncer tinha muito medo de procurar o atendimento com um oncologista e, quando procuravam, tinham muito receio de ir às clínicas fazer os exames, que os médicos solicitavam”, explica a Sumara Abdo Lacerda Matedi Gouveia, graduada em Medicina na Santa Casa de Misericórida de Vitória e especialista em Medicina Nuclear pelo Colégio Brasileiro de Radiologia.

Recentemente, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) publicou em seu site o link de um artigo elaborado por Médicos da Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede do INCA (Didepre) que só reforça essa ideia de continuidade ao monitoramento do câncer em pacientes, mesmo durante a pandemia. Nele, os profissionais da entidade orientam profissionais de saúde e gestores sobre como conduzir ações de rastreamento do câncer do colo do útero e de mama, bem como de diagnóstico precoce para vários tipos de câncer durante a pandemia da Covid-19 em 2021.

Segundo os autores, o risco de protelar o rastreamento de câncer e o risco de contaminação pelo novo coronavírus e as consequências de cada uma dessas possibilidades devem ser analisados no nível local, para ajustarem as ações de detecção precoce de câncer periodicamente ao longo deste ano.

Seguem abaixo mais considerações de Sumara Abdo Lacerda Matedi Gouveia.

– Um grande número de pacientes adiou o tratamento inicial do seu câncer e em muitos dos casos, o paciente que poderia ser curado, que poderia ter um tratamento com o objetivo de tratar completamente o tumor, perdeu essa possibilidade, e aqueles que já acompanhavam com seus médicos, deixaram de fazer um diagnóstico de progressão da doença, que poderia possibilitar a troca do tratamento, para um mais eficaz para o caso dele.

– Um número considerável de paciente ficou com um câncer mais avançado, em função deste atraso na procura por um especialista, dos exames complementares solicitados, assim como adiamento de cirurgias consideradas eletivas no início da pandemia, já que no início do período essas operações foram suspensas para garantir vaga de leitos para pacientes com Covid-19.

– Segundo a médica, paciente oncológico não pode esperar para ir ao consultório do oncologista, para fazer seus exames diagnósticos, porque quanto mais precoce o diagnóstico, melhor a chance de cura e de evitar complicações, com o uso de tratamentos.

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