Ray Bahia, Sem título, 2015, Metal, 63 x 35 x 5 cm.

4/9 – MAM Rio abre exposição ‘A memória é uma invenção’

O MAM Rio abre no dia 4 de setembro a exposição “A memória é uma invenção”, como parte do projeto Legados Vivos. A mostra reúne cerca de 300 obras do acervo do MAM Rio e de outras duas instituições: o Museu de Arte Negra/IPEAFRO, associação sediada no Rio de Janeiro, responsável pelo legado de Abdias Nascimento; e o Acervo da Laje, dedicado à memória artística, cultural e de pesquisa sobre o Subúrbio Ferroviário de Salvador. Trabalhos de Abdias Nascimento, Heitor dos Prazeres, Carlos Scliar, Gerson de Souza e Chico Tabibuia, entre outros, estabelecem relações de convergência com obras de Adilson Paciência, Zaca Oliveira e Indiano Carioca, artistas que fazem parte do Acervo da Laje. As duas coleções dividem espaço com peças de Anita Malfatti, Inimá de Paula, Lucio Fontana, Maria Leontina e Yara Tupinambá, do acervo do MAM Rio.

Na mesma data, o museu exibirá Vulcão (2019/2021), obra da artista paulistana Carmela Gross. Composta por linhas amarelas e vermelhas de LED, a instalação em grande escala ocupará a fachada oeste do prédio projetado por Affonso Eduardo Reidy. Segundo Beatriz Lemos, curadora do MAM Rio, três aspectos se relacionam em Vulcão: o desenho como fundamento; a observação do espaço urbano; e a luz, como algo que orienta o corpo e o trajeto do passante na cidade. “A trajetória de Carmela Gross mostra um interesse persistente em relacionar-se com esses espaços e tecnologias de orientação, e Vulcão é resultado deste impulso. Uma obra que vem para provocar erupções, respondendo ao desejo de refletir sobre um mundo em convulsão, que se rebela e manifesta com a força dos cataclismas da história brasileira”.

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