Casa Roberto Marinho abre exposição 'Djanira: a memória de seu povo'

Sexta-feira 21 Junho 2019 / Comportamento

Djanira, 'Vendedora de flores', 1947, óleo sobre tela (Foto: Jorge Bastos)

A Casa Roberto Marinho abre na próxima quinta (27) a exposição "Djanira: a memória de seu povo", que reafirma o compromisso do instituto cultural no Cosme Velho com a arte moderna. Em parceria com o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), a mostra reposiciona a obra de uma figura central em nossa cena artística do século XX. A curadoria é de Rodrigo Moura, curador adjunto de arte brasileira, e Isabella Rjeille, curadora assistente, ambos do MASP. Organizada cronologicamente e em torno de eixos temáticos que surgiram ao longo dos seus anos de viagens e pesquisas, a exposição abrange quatro décadas da produção de Djanira da Motta e Silva (1914-1979).

O recorte curatorial enfoca a busca da artista por uma pintura nativista e os temas da cultura popular, aos quais se dedicou ao longo de toda a carreira, e onde reside sua contribuição mais original para o modernismo brasileiro. Desde sua morte, há 40 anos, esta é a primeira exposição monográfica dedicada a ela.

Djanira, 'Casa de farinha', 1956 (Foto: Pedro Oswaldo Cruz)

“A complexidade da obra de Djanira e a singularidade de sua recepção no marco do modernismo brasileiro ainda residem em seu caráter autodidata. Sua pintura se filia a uma linhagem artística que busca nas manifestações da cultura popular não simplesmente um tema, mas uma maneira de produzir arte com ideais de autenticidade”, afirma o curador Rodrigo Moura.

Nascida em Avaré (SP), de origem modesta, Djanira trabalhou desde cedo na lavoura de café. De ascendência austríaca por parte de mãe e indígena por parte de pai, foi abandonada ainda menina por sua família de origem e adotada por um casal de Santa Catarina, que nunca a reconheceu afetivamente. A artista começou a fazer seus primeiros desenhos ainda em São Paulo. 

Nos anos 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a pintar a partir da convivência com um grupo de modernistas, que incluía Jose Pancetti (1902-1958) e Milton Dacosta (1915-1988), quando o diálogo com as vanguardas europeias já não era tão importante. Foi nessa época que teve aulas com Emeric Marcier (1916-1990), a quem alugou um quarto na pequena pensão que manteve em Santa Teresa, a Pensão Mauá, onde também ganhava a vida como costureira.

Djanira, 'Parque de diversões', s.d., óleo sobre tela (Foto: Marcio Martins)

A identidade étnica mestiça e o autodidatismo artístico chamaram a atenção da crítica que, equivocadamente, a classificou como primitiva e ingênua. O interesse surgiu desde a primeira apresentação pública, no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. Djanira retratou suas vivências e seu entorno social, pintando amigos, vizinhos, operários e trabalhadores rurais, paisagens do interior do país e manifestações sociais, culturais e espirituais, com destaque para os ritos afro-brasileiros.

A trajetória itinerante de Djanira, que chegou a viver em Salvador e Nova York (1945), é determinante na formação da artista e inseparável do seu método de trabalho. Apesar da pouca visibilidade após sua morte, em 1979, a paulista teve ao longo dos 35 anos de carreira inúmeras exposições individuais. E participou de uma série de coletivas no Brasil e em países da América Latina, Europa e Estados Unidos, onde expôs quadros como "Lapa" (1944) e "O Circo" (1944). De acordo com o crítico Frederico de Morais, “a novidade da pintura de Djanira foi justamente fundir tema e forma, sendo ao mesmo tempo brasileira pela temática e universal pela forma”.

Em 1976, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro realizou uma grande exposição em torno da obra da artista, considerada hoje um dos pilares do modernismo brasileiro tardio. E é no acervo deste museu que se encontra boa parte do trabalho dela, doado por seu viúvo José Shaw da Motta e Silva. 

Djanira, 'Serradores', 1959 (Foto: Pedro Oswaldo Cruz)

“A trajetória de Djanira começou mais tarde, com muita determinação e esforço. Nenhum artista brasileiro retratou com tamanha atenção a luta pelo sustento das camadas mais desfavorecidas, através do trabalho cotidiano. A origem humilde deu-lhe sensibilidade aguda para captar essas epopeias anônimas. A economia de sua linguagem, o uso de poucos planos concisos e as cores vibrantes cuidadosamente escolhidas apontam para uma sofisticação esperada numa artista de seu tempo. Não à toa, alguns neoconcretos chegaram a buscar uma aproximação com a sua obra”, observa Lauro Cavalcanti, diretor da Casa Roberto Marinho.

A organização geométrica das figuras, o arranjo dos quadros como colagens, por zonas de cor, e o preenchimento de todo espaço com algum elemento são aspectos ressaltados em pinturas como "Parque de Diversões" (1944) e "Vendedora de Flores" (1947), que integram "Djanira: a memória de seu povo", uma oportunidade de relacionar a obra da artista ao melhor da arte moderna brasileira. Da coleção Roberto Marinho, serão exibidas as telas "Casa de Farinha" (1956), "Mercado da Bahia" (1959) e "Serradores" (1959), que abordam a recorrente do temática do trabalho. 

“A geometria em Djanira nunca foi forma pura e livre de relações figurativas, sempre esteve associada a algum aspecto da vida humana, ou a algum elemento da classe trabalhadora que a cercava”, pontua a curadora assistente Isabella Rjeille.

Por fim, Lauro Cavalcanti ressalta que a pintura moderna brasileira é um território pouco explorado pelas novas gerações: “Djanira possui um valor quase oculto nas últimas décadas. Um dos encantos de uma exposição é tornar presente, sem intermediações, obras criadas há longos anos. Íntegras e atemporais, as telas chegam novas aos olhos de hoje”, conclui. 

Djanira, 'A Costureira', 1951, óleo sobre tela (Foto: Jaime Acioli)

Por: REDAÇÃO DELOOX

Calvin Klein revela apoio à Parada do Orgulho LGBT de São Paulo

Sexta-feira 21 Junho 2019 / Moda

Calvin Klein promove iniciativas em apoio à causa LGBTQ+ (Foto: Divulgação)

A Calvin Klein se une à causa LGBTQ+ e, pelo sexto ano consecutivo, apoia a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que acontece no próximo domingo (23). Desta vez, a marca promove iniciativas como o lançamento de um pack de underwear especialmente para a data com parte da renda revertida para ONG da Parada SP, responsável pela realização da Parada do Orgulho LGBT em São Paulo.

Atualmente, além de São Paulo, a Calvin Klein apoia as principais Paradas LGBTQ+ ao redor do mundo como Tóquio, Los Angeles, Milão, Nova Iorque, Toronto, Amsterdam, Orlando e Hong Kong. O apoio se deve à campanha global que leva o nome Pride Is Power e que traz a modelo e atriz Indya Moore entre as estrelas.

A Calvin Klein ainda confirma presença especial nas paradas dos Estados Unidos vestindo um dos maiores nomes do pop brasileiro, Pabllo Vittar. A cantora e defensora da comunidade LGBTQI+ usará peças da coleção em suas apresentações em Miami (21) e Nova York (29).

Para Fábio Vasconcellos, Presidente do Grupo PVH no Brasil, a iniciativa reflete a cultura da empresa. “Nós não aceitamos intolerância. A inclusão é e sempre será parte vital do DNA da nossa marca e da cultura da empresa. E, por isso, estamos apoiando esta iniciativa globalmente.”

Como desdobramento, a marca realiza um evento que antecede a parada, no sábado, dia 22. A Lifestyle Store da Oscar Freire receberá influenciadores, imprensa, clientes e convidados especiais para celebrar o Orgulho.

Quem for até a loja poderá tatuar digitalmente #MYCALVINS um código de barra nas cores do arco-íris. A tatuagem digital dará 10% de desconto na compra. A segunda ativação fica por conta de um espelho mágico, que convida o público a participar da campanha "Eu falo a minha verdade com #MYCALVINS" e ganhar uma foto impressa que reproduz a campanha.

Outra novidade fica por conta do pack Pride de Underwear disponíveis nas cores da bandeira que representa a luta LGBTQ+. Para reforçar seu comprometimento, parte do lucro das peças será revertida para a ONG Parada SP. O lançamento poderá ser encontrado em todas as lojas e também no e-commerce.

A marca também apoia a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (Foto: Divulgação)

Por: REDAÇÃO DELOOX

Camila Klein lança coleção 'Memories V'

Sexta-feira 21 Junho 2019 / Moda

Coleção 'Memories' de Camila Klein (Foto: Divulgação)

Com a missão de trazer um novo olhar para uma curadoria de best sellers e para comemorar 19 anos da marca, Camila Klein decidiu relançar a família "Memories".

A quinta edição da "Memories" homenageia hits da longínqua família Zuni, inspirada no misticismo dos povos indígenas. Neles, as mulheres são consideradas deusas por sua sabedoria e magia e por transmitir ensinamentos sagrados. Para os índios, o ato de enfeitar-se é um código de comunicação que expressa seus sentimentos, suas tradições e suas crenças.

Coleção é inspirada no misticismo dos povos indígenas (Foto: Divulgação)

Com um ar contemporâneo e místico, a família aposta em um trabalho handmade. Marcada pelo mix de cristais que exalta o poder da força feminina e também pela energia das pedras naturais, as peças representam a mãe terra, sua origem.

No banho ouro velho, os anéis, brincos, pulseiras e colares são compostos por cristais em tons de branco e cinza, que se unem às pedras naturais Quartzo verde, Ônix e Olho de tigre e, nos metais, as pedras Aquarita ou Feldspato rosê. No banho prata velho, as peças ganham um toque de cor através das pedras naturais Ônix, Jade cornalina, Jade rubi, Feldspato branco e Jade vermelha ou roxa.

A coleção "Memories V" já está disponível nas lojas físicas e e-commerce da marca.

Com um ar contemporâneo e místico, a família chega com um rico trabalho handmade (Foto: Divulgação)

Por: REDAÇÃO DELOOX

Camilla Coelho lança coleção no Parque Lage

Sexta-feira 21 Junho 2019 / Eventos

Camila Coelho, influencer que possui mais de oito milhões de seguidores em seu Instagram, lançou a Camilla Coelho Collection, no feriado (20), no Rio de Janeiro, com festa no Parque Lage para 200 convidados. 

Realizada pelas agências Carvalheira e Fábrica, o evento teve como atrações a Bateira da Estação Primeira de Mangueira, os DJs RV, Carol Emmerick e Thai, além de show da cantora Luisa Sonza.

A comemoração, que começou na terça-feira (18), com um jantar no Copacabana Palace, se estendeu para um coquetel na piscina do Hotel Fasano, na quarta-feira (19), e um brunch no Restaurante Aprazível, em Santa Teresa, na quinta (20), para convidados.

Veja nas fotos de Nelson Saldanha e Derek Mangabeira.

Camila Coelho

Camila Coelho e Luisi Valadão

Camila Queiroz

Bruna Marquezine

Luisa Sobral

Raphael Sumar, Rafael Lobo, Renan Coelho, Victor Carvalheira, Gabriel Carvalho e Renato Madeiro

Por: REDAÇÃO DELOOX

Kakati de Paiva lança livro em Ipanema

Quinta-feira 20 Junho 2019 / Eventos

A Livraria da Travessa de Ipanema foi o local escolhido para o lançamento do livro "Kakati 30 anos - Arte Abstrata. Pintura", de Kakati de Paiva. A obra narra a trajetória do artista nesses 30 anos, onde o abstracionismo se mostra de forma forte e natural e traz referências a importantes artistas nacionais e internacionais como Eduardo Sued, José Maria Dias da Cruz, Mark Rothko, Sean Scully, Tomie Ohtake e outros.

Veja nas fotos de Marco Rodrigues.

Arthur e Sani Narciso cercando Kakati de Paiva

José Luiz e Isabella Barbosa com Mayka de Paiva

Kakati de Paiva, Carla Zimmermann, Alexandre Noronha e Mayka de Paiva

Kakati de Paiva, Samoel Martins e Renata Lebre

Oswaldo e Carolina Soares

Patrícia e Marcelo Arcoverde com Mayka de Paiva

Rosangela Nunes e Andrea Gueventer

Por: REDAÇÃO DELOOX