Montagem da mostra 'Oito décadas de abstração informal', que inaugura na quinta (6). Foto: divulgação

A Casa Roberto Marinho, centro cultural que ocupa o casarão do Cosme Velho onde viveu a família do fundador do Grupo Globo, faz uma dupla inauguração na quinta-feira (6), quando serão abertas as exposições "Oito décadas de abstração informal" e "Modernos +". 

Na ocasião, o movimento abstracionista ganha um amplo traçado no encontro das coleções do Instituto Casa Roberto Marinho e do Museu de Arte Moderna de São Paulo. A mostra "Oito décadas de abstração informal" é composta por 80 obras produzidas entre o fim dos anos 1940 e 2012 tanto por precursores do estilo, nascido no pós-guerra, como Maria Martins, Iberê Camargo e Maria Bonomi, quanto por artistas contemporâneos, como Leda Catunda, Ernesto Neto e Luiz Aquila.

Lauro Cavalcanti, diretor da CRM, selecionou 41 obras da coleção de Marinho e Felipe Chaimovich, curador do MAM-SP, elegeu 37 trabalhos do acervo do museu paulista. As obras relativas às décadas de 1940, 1950 e 1960, de nomes como Manabu Mabe, Tomie Otake e Antonio Bandeira, pertencem ao acervo da Casa Roberto Marinho. 

Obra de Maria Polo, sem título, datada de 1965: parte da mostra em torno do abstracionismo. Foto: Cristina Isidoro

Já os trabalhos da produção mais recente brasileira vêm do MAM-SP e chegam até o século XXI, como o óleo sobre tela "Lamentação" (1985), de Nuno Ramos, o vídeo "Danäe nos Jardins de Górgona ou Saudades da Pangeiade", de Thiago Rocha Pitta (2011), e ainda a acrílica sobre tela "Estúdio nº 41", de Lucia Laguna (2012). De 1970 até 2012, a maior parte dos trabalhos é do acervo do MAM, que inclui obras de Carlito Carvalhosa e Fábio Miguez, entre outros.

Outra atração da data será a abertura da "Modernos +", que ocupará o térreo com 44 obras selecionadas do acervo da casa, entre pinturas, esculturas e serigrafias. Elas foram divididas em quatro recortes temáticos: infância, flores, trabalho e religião. Entre os 15 artistas que compõem a mostra estão Guignard, Volpi, Anita Malfatti, Portinari, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Djanira, Emeric Marcier, Pancetti, Segall, Burle Marx, Roberto Rodrigues, Tarsila, Brecheret e Vittorio Gobbis.

'Modernos +': óleo sobre tela de Roberto Rodrigues 'Minha irmãzinha', de1925. Foto: divulgação