Projeto Liv’n Arquitetura| Foto: Guilherme Pucci

Com a proximidade do inverno, a busca por ambientes mais acolhedores se torna recorrente. Em casa, é maior o desejo de criar espaços quentinhos e prontos para trazer o aconchego certo, principalmente nos dias mais gelados. Para isso, elementos como iluminação ou até mesmo a paleta de cores dos ambientes podem contribuir para um espaço mais convidativo, como acreditam as arquitetas Paula Passos e Danielle Dantas, sócias do Dantas & Passos Arquitetura e Interiores, além dos arquitetos Renato Andrade e Erika Mello, do escritório Andrade & Mello Arquitetura, e Júlia Guadix, da Liv’n Arquitetura.

Confira cinco dicas baseadas em projetos e saiba como reformular o seu lar.

1. Iluminação

Elemento de suma importância dentro dos projetos de interiores, a iluminação é capaz de mudar completamente a atmosfera dos ambientes. Investir em lâmpadas com temperatura quente – aquelas mais amareladas –, pode ser a escolha certa para aquecer o ambiente, bem como o uso das luzes indiretas, que trazem conforto e aconchego.

Projeto Andrade & Mello Arquitetura | Foto: Emerson Rodrigues

No apartamento com apenas 34 m², o escritório Andrade & Mello evidenciou em dois pontos a iluminação indireta. Na mesa posicionada ao lado da cama, a luminária fixada na parede traz a meia luz e facilita a leitura. Já no sofá com dupla função, Renato e Erika escolheram uma luminária articulada que foi posicionada diretamente no móvel. A ambientação traz o clima intimista da temporada que estamos iniciando.

2. Texturas

Outro elemento que pode conferir maior aconchego nos ambientes é a textura, seja em móveis com acabamento e outros elementos que permitam o toque prazeroso. “Adoramos a madeira, pois o material pode estar presente como vários elementos e nos transmite as sensações de aquecer e abraçar”, reafirma Paula Passos.

Projetos Dantas & Passos Arquitetura | Foto: Maura Mello

Na sala de TV, o tom escurecido da madeira transmite a essência dos tons mais quentes que marcam a temporada de inverno. As arquitetas Paula Passos e Danielle Dantas lançaram mão da versatilidade do material e, além da marcenaria do rack e o painel da TV, utilizaram a madeira para revestir o entorno da janela e o efeito decorativo do painel ripado atrás da chaise.

Projeto Liv’n Arquitetura| Foto: Guilherme Pucci

Na sala de estar, Júlia Guadix trabalhou uma composição que traduz o bem-estar para durante os dias frios. Para o piso, a arquiteta elegeu o piso vinílico, que além de remeter ao efeito natural da madeira, transmite o conforto térmico benéfico para pisar com meia ou, até mesmo descalço. A poltrona de madeira e a manta disposta no pufe complementam a esfera agradável para se aquecer em casa. Bolotinha, o pet da moradora, aprova!

3. Paleta de cor certeira

As cores são responsáveis por conferir personalidade aos ambientes da casa e devem estar alinhadas ao conceito do projeto e o estilo de vida de cada um. Um dos caminhos indicados para usar as cores é trabalhar tons neutros, básicos e atemporais e como base para, pontualmente, salientar pontos de cores nos ambientes da casa. “Com essa estratégia conferimos um toque diferenciado ao ambiente, lembrando que as cores podem ser quentes ou frias”, destaca a arquiteta Danielle Dantas.

Vermelhos, laranjas e amarelos normalmente são citados como as cores quentes, pois são mais vibrantes e alegres, enquanto os tons de roxos, azuis e os verdes são reconhecidos como cores frias por acalmar e trazer uma sensação relaxante ao ambiente.

No dormitório assinado pelo escritório Dantas & Passos, o tom militar realçado na colcha e nas almofadas | Foto: Maura Mello

O contraste deve ser proporcional ao ambiente onde será aplicado. Na harmonia do gráfico das cores, os tons quentes em cômodos menores podem ampliar a percepção da área com pequenas dimensões e ficar sufocantes. Ao mesmo tempo cores muito frias e neutras em demasia acarretam um espaço frio e sem vida. “Sempre salientamos que a fórmula é usar combinações contrastantes em pequenas doses para não ficar cansativo”, destaca Paula Passos.

Além disso, antes de escolher uma cor, o trabalho do arquiteto é observar os estímulos que serão despertados. O branco é um tom neutro que combina com vários estilos de ambientes e contribui na missão de ampliar. 

4. Acessórios certeiros

Na sala de estar, a Júlia Guadix investiu no tapete, a composição de almofadas e a manta de lã.| Foto: Guilherme Pucci

Não faltam itens decorativos que contribuam para o aconchego dos ambientes. Almofadas, mantas e colchas estão entre eles. Para todos os elementos de tecido, a escolha deve ser por peças produzidas em malhas ou linhos ou lãs, que ajudam a aquecer.

Cortinas com detalhes charmosos como uma barra diferenciada ou pequenas pregas, assim como os tapetes de pelo alto macio, são elementos que vestem os espaços perfeitamente para a época.

5. Plantas como aliadas

Projeto: Andrade & Mello Arquitetura| Foto: Emerson Rodrigues

No apartamento, Renato e Erika aproveitaram os espaços para compor espécies diferenciadas de plantas. O rack com vasos, o nicho presente na estrutura de serralheria e madeira e os cachepôs pendurados diretamente no teto. Como trazem vida e cor aos ambientes, as plantas significam bem-estar e renovação para os cômodos. “Não abrimos mão de incentivar nossos clientes a cuidarem das qualidades de plantas que escolhemos para o projeto. Pensamos sempre naquelas que se adaptam aos ambientes e que ofereçam condições para crescerem. É uma troca muito generosa: o amor do morador e a exuberância da natureza”, relativiza Erika.

 

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