Coletivo OPAVIVARÁ! ocupa Casa Museu Eva Klabin

Sexta-feira 13 Setembro 2019 / Comportamento

Panis et Circenses (Foto: Mario Grisolli)

A Casa Museu Eva Klabin recebe o coletivo Opavivará! para a edição comemorativa de 15 anos do Respiração. A exposição, com curadoria de Marcio Doctors, inaugura neste sábado (14) e, além de obras já conhecidas, traz a inédita Panis et Circenses, criada especialmente para a ocasião. O Respiração, que faz parte do circuito vip da ArtRio, foi idealizado para levar um frescor ao importante acervo de arte clássica da Casa Museu Eva Klabin, ao criar uma ponte entre a arte consagrada do passado e a arte contemporânea.

“A escolha do Opavivará! se deu por três razões. A primeira foi que eu queria trazer uma experiência de coletivo. A segunda, que estamos comemorando 15 anos do Respiração e é uma edição festiva. E ninguém melhor do que o Opavivará! para fazer uma festa. Ele tem alegria, humor, transgressão e irreverência. É sério sem ser sisudo e toca em questões importantes. A terceira razão foi porque eu acho que estamos atravessando um momento muito difícil na cidade do Rio de Janeiro e trazê-lo seria uma maneira de ajudar a levantar o astral do carioca”, explica Marcio Doctors, curador da Casa Museu Eva Klabin e do Respiração.

E como em toda boa festa não se pode faltar comida, o Opavivará! apresenta a obra inédita Panis et Circenses, uma bolha qual o público poderá comer e beber dentro da Casa Museu Eva Klabin. A intervenção ficará na Sala de Jantar e promete ser o grande destaque da exposição com um espaço criado pelo ar que é insuflado dentro dela e, como o pulmão, pulsa num movimento de inspiração e expiração, tal como uma respiração. 

Pornorama (Foto: Mario Grisolli)

“Panis et Circenses é quando o coletivo manifesta o sentido mais transgressor de suas ações e que melhor contribui para oxigenar a casa-museu e o Respiração”, conta Marcio Doctors. “A mesa da Sala de Jantar, onde não acontecem mais os jantares para os quais o ambiente foi destinado, por uma questão de preservação da coleção, evitando a entrada de alimentos em área protegida do museu, com a bolha de ar receberá um salvo-conduto para que alimentos e bebidas voltem a ser consumidos no interior do museu. O ato mais primário da vida – o de alimentar-se – retorna dando vida ao ambiente só que agora musealizado. Dentro da obra nos tornamos objetos de apreciação da coleção que nos observa, fazendo-nos prisioneiros de nossa própria armadilha, como se tivéssemos sido capturados pela imagem do espelho”, explica. Depois da abertura, Panis et Circenses será usada para as atividades do programa educativo da Casa Museu, insuflando uma nova vida para o espaço da Sala de Jantar.

Entre as obras do coletivo que estarão presentes no Respiração estão ainda Pornorama, na Sala Renascença, Sofáraokê e Espreguiçadeiras multi. Apesar de já serem conhecidas do público, todas terão um novo contexto ao serem apresentadas na Casa Museu Eva Klabin. Levando vida ao espaço que fica intacto o ano inteiro, indicando que cada obra adquire um novo sentido, dependendo das relações e configurações espaciais do local onde acontecem.

O projeto Respiração, iniciado em 2004 pelo curador Marcio Doctors, é um programa de longa duração, que une o acervo de arte clássica da Casa Museu Eva Klabin à produção contemporânea. Ao longo dos últimos 15 anos, com a participação de artistas renomados, tornou-se referência cultural no Brasil, e hoje é uma marca da instituição. O projeto, inusitado e singular, tem como proposta trazer uma nova respiração para o museu, com o intuito de atrair novos públicos, criando um olhar diferenciado sobre o espaço e sua coleção.

Sofáraokê (Foto: Mario Grisolli)

Por: REDAÇÃO DELOOX

Pedro Salomão faz palestra 'Empreendendo Felicidade' no Rio

Quarta-feira 11 Setembro 2019 / Comportamento

Foto: Ari Kaye

Nunca se falou tanto sobre felicidade, trabalhar com o que se ama, humanizar relações profissionais e ter uma vida mais saudável. Mas quem sai Brasil a fora mostrando como realizar isso de uma maneira divertida é o carioca Pedro Ganem Salomão, carinhosamente chamado de Pedrinho. O empresário que já realizou mais de 1000 apresentações ressignificando o conceito de empreendedorismo e felicidade no trabalho, vai chegar no dia 17 de setembro, na próxima terça, no Teatro XP (dentro do Jockey Club), no Rio de Janeiro. 

Em pouco tempo, seu talento o tornou um dos principais entusiastas do país, além de ser escritor e empreendedor. Em suas apresentações pelo país, ele inspira multidões. Reflexivo, como gosta de se intitular, é autor dos livros "Empreendendo felicidade”, que traz uma nova abordagem sobre negócios, vida e valores, no qual ensina sua ideia sobre trabalhar e viver com leveza e consciência, e o "LYdereZ", sobre novas lideranças formada pelas gerações Y e Z. 

“A felicidade não se resume em fazer o que gostamos! A felicidade vem quando jogamos todo amor naquilo que fazemos!”, fala Pedrinho.

Pedrinho abordará temas sobre comportamento humano, conceito de felicidade, empreendedorismo, liderança não-hierárquica, tolerância, amor e empatia. Desta vez, sua palestra terá um formado diferente, onde reunirá temas também de seus dois livros. Salomão já apresentou suas teorias e técnicas para equipes de grandes empresas como: Coca Cola, Itaú, Bradesco, Rede Globo, entre outras. 

Foto: Ari Kaye

“Para mim é uma honra que pessoas que não estejam somente ligadas às corporações possam participar desse papo que intitulei de convite à reflexão. Falo em reflexão porque acredito que quando refletimos em conjunto, com quem está na plateia, por exemplo, vamos desenvolvendo o pensamento e uma ideia a partir da troca e da construção. Nessa troca, tento mostrar a importância do caminho e não o fim como a principal conquista, mas todo o processo. Tento chamar atenção para o que nos parece óbvio, mas que é esquecido: o fator humano, a tolerância, amor e empatia na vida pessoal e no trabalho. Acho que aí mora a felicidade, e quero ouvir de quem vai participar, o que eles acreditam”, ressalta Pedrinho.

Na ocasião, Pedrinho vai falar também da sua trajetória profissional mostrando como é possível conciliar a felicidade e o sucesso profissional. Destacando como o sorriso, o ouvir o outro, e o afeto, são o caminho para uma vida mais feliz. E vai mostrar como tudo isso foi essencial para o sucesso da Rádio Ibiza e de todos os negócios que se envolve. 

Caminhando para seu terceiro livro, com o título Valor Presente: Um dia de cada vez”, Pedro falará sobre a importância de recuperarmos paixão pelo hoje e vencer males como ansiedade, burnout e doenças da psique nos mundos de hoje.

Ganhador de prêmios como empreendedor do ano 2014 pela Conaje e líder empresarial 2015 pelo G10, leva uma vida simples e próxima aos filhos e a família.

Por: REDAÇÃO DELOOX

Raquel Saliba apresenta individual no Centro Cultural Correios

Terça-feira 10 Setembro 2019 / Comportamento

Raquel Saliba (Foto: Gabriel Arantes)

Raquel Saliba apresenta suas esculturas em “OS MITOS E A MEMÓRIA”, onde expõe cerca de 200 peças em cerâmica e metal, de diferentes texturas, tonalidades cromáticas, formas e tamanhos, estes variando entre 5cm e 1,80m, a partir do dia 19 de setembro.

“Tornar- me artista foi um acaso, aconteceu. Desde criança eu tenho contato com a argila, através de uma prima, que é artista plástica. Isto certamente influenciou a minha história: cresci moldando bonequinhas de barro. Sempre fui apaixonada pela arte, mas acabei estudando psicologia. Durante a universidade, fiz um curso de desenho na escola Guignard, que acabou sendo interrompido por falta de tempo. Já em 2011, a arte entrou em minha vida de uma forma tão intensa que não consegui mais parar. De todas as matérias que já trabalhei, a argila é a minha favorita”, diz Raquel Saliba.

Com curadoria de Marcus Lontra, esta é a primeira individual da artista, que voltou para o Brasil em 2016, depois de morar na França, Austrália e Inglaterra.

“Para se abismar com as figuras heroicas de Raquel Saliba é preciso entender o mistério essencial da arte. É preciso entender a caverna, seus ritos e mitos, suas metáforas, e a ação humana que, em seu interior, transforma e transfigura o mundo. No interior de nossas cavernas o ser refaz o mundo e, graças à ação da arte, garante ordem e sentido à sua existência. Assim nasce, assim se cria, assim se afirma: arte como espaço de redenção e pesquisa, ciência e fé, construção e acúmulo de saberes, cultura e civilização que asseguram o mistério e a especificidade da espécie”, afirma Marcus Lontra.

Raquel Saliba (Foto: Gabriel Arantes)

Por: REDAÇÃO DELOOX

'Josephine Baker' volta ao Rio para apresentações no Teatro Maison de France

Terça-feira 10 Setembro 2019 / Comportamento

Josephine Baker (Foto: Lu Valiatti)

A história da dançarina, cantora, atriz, ativista e humorista Josephine Baker (1906-1975), norte-americana naturalizada francesa que conquistou o mundo com sua arte e talento, volta a ser contada no Rio. Em terceira temporada no Teatro Maison de France, no Centro, “Josephine Baker – A Vênus Negra” ficará em cartaz a partir desta quinta (12) – sextas, sábados e domingos – agora com ainda mais pompa: já foi indicada aos prêmios Shell (melhor atriz; autor e figurino), Cesgranrio (direção musical e melhor atriz em musical), e Botequim Cultural (autor e melhor atriz em musical) pelo primeiro semestre de 2017, prêmio APTR (melhor atriz) pelo segundo semestre de 2017, e aos prêmios  Broadway World (atriz revelação) APCA (Melhor Atriz) e Aplauso Brasil (Melhor atriz, autor e espetáculo).

A volta ao Rio e, especialmente, ao teatro Maison de France, é motivo de grande alegria e entusiasmo de todo o elenco: “nosso espetáculo tinha a intenção de resgatar a memória de uma história que precisava ser contada, mas o resultado foi muito maior do que o esperado. Fizemos verdadeiros amigos, dentro da equipe e com o público, no Rio, em SP e BH por onde passamos com casa lotada!”, ressalta a premiada atriz Aline Deluna, que vive a personagem principal, e completa: “eu diria que mais do que uma representação teatral, o espetáculo é uma apresentação de pessoas que se unem pela diferença e pelo desejo de viverem livres e felizes".

Josephine Baker

O “mito de Cinderela” era como Josephine Baker via sua vida: uma menina negra, pobre, nascida em St. Louis, Missouri / EUA, num período de intensa discriminação e segregação racial, que se tornou uma das artistas mais célebres de sua época. Com sua dança selvagem e as caretas que fazia em cena, e posteriormente com seu surpreendente refinamento, tornou-se uma aclamada cantora francesa, mas sem nunca abandonar seu entusiasmo e sua voracidade em cena, valendo-se sempre do humor e do deboche para conquistar e alegrar seu público.

É essa mulher e artista à frente de seu tempo que o espetáculo “Josephine Baker, a Vênus Negra”, com texto de Walter Daguerre e direção de Otavio Muller, busca apresentar ao público. No papel principal, Aline Deluna, além de cantar e dançar, se parece fisicamente com Baker. Acompanhando a atriz, o trio de jazz formado pelos músicos Dany Roland (bateria e percussão), Christiano Sauer (contrabaixo, violão e guitarra) e Jonathan Ferr (piano e escaleta). Através da dramaturgia, da música ao vivo, dança e humor, “Josephine Baker - a Vênus Negra” aborda questões sociais e culturais em discussão ainda nos dias de hoje, como a discriminação racial, a censura dentro da arte, o valor do saber acadêmico versus o conhecimento prático e a indagação de qual é o papel da arte e do artista frente à sociedade.

Percorrer a vida de Josephine Baker é fazer uma viagem no tempo, quando o jazz, até então “música de negros”, passa a ser reconhecido como arte e absorvido com entusiasmo pelos brancos; é acompanhar, pelo olhar de quem viveu, a busca por seu lugar e acabou por reinventá-lo diante da sociedade.

Por: REDAÇÃO DELOOX

Artista Heleno Bernardi expõe 'Ao peso da sombra' no Cosme Velho

Terça-feira 10 Setembro 2019 / Comportamento

Heleno Bernardi (Foto: Rodrigo Westin)

A Z42, espaço de arte situado no Cosme Velho, vai receber a partir de sábado (14) a exposição "Ao Peso da Sombra", do artista Heleno Bernardi. A individual é a primeira mostra do artista, no Rio de Janeiro, de suas telas de grande e médio formato.

Serão em torno de dez obras apresentadas nas amplas galerias da casa. O artista, com 17 anos de carreira, é mais conhecido por suas intervenções urbanas, como a realizada em 2018 nas ruínas do Cassino da Urca com uma tonelada de purpurina, mas vem desenvolvendo obras em pintura desde 2012. “Eu venho trabalhando com vários meios como a fotografia, o objeto, o vídeo e a instalação, mas sempre tive proximidade com a pintura”, explica Heleno, que, depois de cinco anos de trabalho em ateliê, se propõe a apresentar ao público uma exposição só com pinturas.  

Questões como o embate do corpo com a cidade, exploradas em intervenções como “Enquanto Falo As Horas Passam” (colchões espalhados por lugares públicos) e a série “Magma” (purpurina sobre imóveis demolidos) continuam presentes em sua produção, mas agora partindo da construção de espaços pictóricos abstratos. Segundo Heleno, depois que seus “colchões” foram exibidos por anos seguidos em muitas cidades e países, o artista sentiu necessidade de desenvolver um trabalho dentro do ateliê. “A pintura, que comecei a desenvolver em 2012, me fez ficar mais tempo no estúdio. Alguns anos pesquisando a linguagem, sem pressa, e a pintura ocupou um lugar importante dentro da minha gramática artística se juntando ao meu interesse pela cidade, pela circulação e pelos fluxos urbanos”.

Heleno Bernardi (Foto: Divulgação)

O artista não parte de fotografias ou outras imagens, pois o conceito de sua pintura diz respeito mais a uma postura frente à cidade do que a uma representação. “A cidade é um campo de experiências que todos nós enfrentamos física e psicologicamente. Este enfrentamento demanda esforços de muitas ordens e gera sensações e memórias. Não se esquivar dos desafios da cidade é uma atitude que me interessa como artista”, diz.  

Ao Peso da Sombra é uma leitura, através da abstração, de sensações motivadas pela cidade, realizada através de fluxos contínuos de tinta, que escorrem por ação da gravidade.  

Outro fator importante que influenciou o trabalho de Heleno Bernardi é o deslocamento para seu ateliê, que fica no Engenho de Dentro, dentro no hospital do Instituto Municipal Nise da Silveira. O artista faz frequentemente o trajeto de trem desde 2014 para o hospital onde também é voluntário. “Sair do circuito artístico da Zona Sul e do centro é importante. Ir para Engenho de Dentro é uma outra experiência iconográfica, outra velocidade e vibração”. 

Semanalmente, Heleno ministra uma oficina de desenho para os pacientes, um programa livre onde se pretende estimular a expressão pessoal dos pacientes através da expressão artística.

Por: REDAÇÃO DELOOX