Carolina Mascarenhas (Foto: Divulgação)

A artista Carolina Mascarenhas aterrissou no continente europeu e inaugurou a sua primeira exposição em Lisboa, na Casa Pau-Brasil. Com curadoria de Thiago Verardi, a imersão reúne um amplo espectro de formatos que prometem estimular os cinco sentidos dos espectadores. A instalação é composta por tecidos tingidos com cúrcuma, hibisco e urucum, além de obras que utilizam técnicas ancestrais e seus aromas. Quem estiver por lá vai poder assistir a um vídeo documental sobre o processo criativo deste projeto.

O discurso da exposição foi inspirado no poema épico “Paraíso Perdido”, de John Milton, enquanto a mais evidente referência visual é “O Jardim das delícias terrenas”, pintado por Hieronymus Bosch. “As obras são na maioria das vezes ambíguas, remetem à flora brasileira e também aos órgãos. Essas semelhanças que existem na natureza sempre me interessaram muito”, conta Mascarenhas.

A relação entre mundo interno e externo, microcosmo e macrocosmo, sempre chamou a atenção da artista, mas, durante o isolamento social provocado pela pandemia, esta ligação se tornou mais urgente em seu trabalho. Foi por sincronia, não coincidência, que as janelas da exposição no palácio Castillo observam o jardim botânico de Lisboa. A experiência funciona como uma metáfora para a dualidade humana: "podemos sentir a sinestesia, perceber os limites dos sentidos e se conectar ao invisível sem deixar de denunciar o impacto ambiental que provocamos", diz Mascarenhas.

Carolina Mascarenhas (Foto: Divulgação)

SERVIÇO

Rua da Escola Politécnica, 42-46 Lisboa, Portugal

Segunda a sábado - De 11h às 20h

Fechado aos domingos