Irmãos Campana - 35 Revoluções (Foto: Fernando Lazlo)

Após mais de cinco meses com as portas fechadas, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) reabre para o público no dia 12 de setembro, de quinta a domingo, trazendo uma série de novidades: um cuidadoso protocolo de segurança para os visitantes, novas exposições, novos horários e sem cobrança obrigatória de ingresso. 

"Estamos comprometidos em servir a comunidade, abrindo nossas portas para a visitação de todos. Por isso, o ingresso ao museu passa a ser gratuito com contribuição sugerida", avisa Fabio Szwarcwald, diretor executivo do MAM Rio. "Os visitantes podem optar por pagar o valor sugerido, contribuir com outra quantia ou entrar de graça", conclui. Com a iniciativa, o MAM Rio se posiciona como um espaço inclusivo, que entende a conexão com a arte e a cultura como vitais para a nossa saúde. 

Sem título, série Envolvimento, 1968 (Foto: Romulo Fialdini e Valentino Fialdini)

Uma experiência segura ao público 

A arquitetura do  MAM Rio oferece aos visitantes um espaço amplo de circulação tanto nas áreas expositivas, quanto nas áreas externas. Com isso, o museu consegue controlar o fluxo de visitantes, à capacidade máxima de 200 visitantes/hora, e gerenciar as medidas de distanciamento mínimo de 1,5 metro, oferecendo ao carioca um dos espaços culturais mais seguros na cidade. 

“Um grupo de trabalho multidisciplinar, envolvendo a produção, educação, design e museologia, foi montado para desenvolver os protocolos do MAM, incorporando recomendações do Conselho Internacional de Museus – ICOM e também outras medidas desenvolvidas em redes no Rio com a participação do MAM, tanto para assegurar a volta dos públicos, quanto dos funcionários”, explica Lucimara Letelier, Diretora Adjunta Institucional. 

Além da implantação de uma rigorosa rotina de sanitização pela equipe de limpeza, disponibilização de álcool em gel ao público e da possibilidade de fazer a reserva on-line, o MAM Rio realizou uma limpeza completa dos dutos de ar condicionados e troca de filtros. “Essa limpeza era algo muito complexo, pois leva meses para ser executada com qualidade. Agora, estamos entregando um ambiente mais adequado para todos os nossos visitantes, para a equipe do museu e para as obras, já que uma filtragem apropriada traz enormes benefícios na conservação dos acervos”, explica Fabio Szwarcwald.   

E também, de acordo com os melhores procedimentos adotados em outros museus, durante esta primeira fase da reabertura, o MAM Rio passa a funcionar em horário reduzido, aberto ao público de quinta a domingo. Nas quintas e sextas, a partir das 13h, e aos sábados e domingos, a partir das 10h. Por outro lado, passou a fechar uma hora mais tarde, às 18h, ampliando o acesso para quem trabalha no Centro. 

Nelson Leirner - Pôr-do-sol, 1962 (Foto: Divulgação)

Visitas agendadas

Será possível visitar as exposições e dialogar sobre a história e os acervos do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, através da realização de dois tipos de visitas previamente agendadas.

A Visita Percursos no MAM é uma experiência especial para grupos fechados, que abre uma possibilidade de encontros no museu de forma segura e atrativa durante a pandemia. As pessoas poderão montar um grupo específico de seu relacionamento que terá acesso exclusivo às exposições do museu, antes do horário da abertura, mediante agendamento prévio e ingresso de valor diferenciado. O grupo terá direito a reserva no estacionamento e acompanhamento da equipe de educadores, que irá propor circuitos de visitação a partir de um percurso previamente escolhido. Serão apenas duas sessões diárias, nas quintas e sextas, para grupos de uma até oito pessoas, a cada hora, seguindo todos os protocolos de segurança sanitária.

“É uma visita sob medida para quem deseja ter uma experiência única com foco em conversas sobre as exposições, a arquitetura do MAM e outros temas de interesse dos visitantes. Pretendemos com isso proporcionar um ambiente de trocas, onde as pessoas possam compartilhar, dialogar e vivenciar o museu, neste momento de retomada progressiva das práticas sociais, que sucede o isolamento”, diz Gleyce Heitor, gerente de Educação e Participação. 

Aos domingos, o MAM traz programa Visitas Petrobras, com visitas mediadas oferecidas gratuitamente, com agendamento prévio no site do museu. A experiência é oferecida pela Petrobras, mantenedora do MAM Rio, para até 8 pessoas em cada uma das três sessões: 10h30, 13h30, 15h. Essas visitas mediadas são realizadas por educadores que junto aos públicos irão dialogar, compartilhar e trocar olhares, leituras e produções de significados em torno das produções, práticas e trajetórias artísticas das exposições do MAM.

Irmãos Campana - 35 Revoluções (Foto: Fernando Lazlo)

Exposições

O museu reabre com as exposições "Irmãos Campana - 35 Revoluções", "Wanda Pimentel" e a nova "Campos Interpostos", as duas últimas com a curadoria de Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes. Reunindo cerca de 70 obras do acervo do museu carioca, de vertentes variadas, Campos Interpostos investiga artistas que se interessaram pela representação de fachadas, espaços ou áreas arquitetônicas frontais. “Esta exposição, que começou a ser pensada antes do contexto da pandemia, ganha nova camada de leitura agora. A coletiva tem como um dos motes as fachadas, que em certo sentido se sobrepõem à superfície da tela, seja da pintura ou do vídeo, mas também remetem à nossa relação com o mundo externo. Nos últimos meses, lidamos com a relação entre 'dentro' e 'fora', na tentativa de conter o avanço da pandemia”, analisa a curadora-assistente do MAM, Fernanda Lopes. 

Leia: Artista plástica - Esther Bonder apresenta exposição 'Quietudes' no Leblon