Foto: Reprodução / Arte Brasileiros

Na sexta (19), o Capacete, fundado em 1998 pelo atual diretor-geral Helmut Batista, lançará convocatória para residentes e pesquisadores do estado, em parceria com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio). A iniciativa valoriza o compromisso com a comunidade artística e reafirma o processo de transformação do museu, que está sob nova gestão desde janeiro, liderada pelo diretor-executivo Fabio Szwarcwald. O programa de residências vai contemplar 12 artistas, a partir de agosto deste ano, durante cinco meses. O segundo programa a integrar a convocatória concederá seis bolsas de pesquisa, ao longo de um semestre, a partir de setembro. Os candidatos podem se inscrever em apenas uma das chamadas.

As residências acontecerão tanto presencialmente, no espaço do museu carioca, quanto no formato on-line através de plataformas digitais, enquanto o distanciamento social for necessário. Já o cronograma do programa de bolsas, com auxílio mensal de R$ 1.500 por pessoa, será coordenado individualmente com a equipe do MAM | CAPACETE. Ambos estão e estarão integrados ao núcleo de programação artística do museu. 

“A parceria MAM | Capacete traz a oportunidade de abertura do museu para uma nova interação com projetos culturais de grande relevância no cenário nacional e internacional. O MAM está apoiando os processos que sustentam a teoria-prática da arte, buscando a reflexão da mesma a partir do novo cenário que se apresenta pela frente. A parceria sinaliza que o museu se permite ser uma instituição mais orgânica e conectada com a sociedade”, afirma Szwarcwald. 

Com o olhar voltado para os profissionais do campo das artes e áreas relacionadas - com trajetórias de no mínimo três anos para as residências e de cinco anos para as bolsas - a convocatória visa apoiar e fomentar o pensamento artístico enquanto forma saudável de ação e relação no mundo. Os programas MAM | Capacete tem a intenção de incentivar o fazer artístico atento ao presente que se desloca e ao ambiente global que se declina, considerando as distinções sociais que, de maneira invisível, modulam nossa ética-estética.

O programa de residências (com bolsas mensais de R$ 750 no modo virtual e R$ 1.000 no modo presencial) estará pautado, também, por intensa reflexão acerca do contexto da pandemia e das profundas mudanças de perspectivas imagéticas e sociais.

Partindo de seis eixos-temáticos, a convocatória para bolsas de pesquisa pretende atrair profissionais que estejam ou queiram engajar-se com: a arquitetura do MAM; arte e pedagogia; saberes e causas indígenas; arte africana diaspórica; museu e biodiversidade; e, ainda, espaços de arte experimentais e espaços de arte autônomos.

“A convocatória MAM | Capacete é importante pois direciona foco e apoio a pessoas que trabalham com arte, se apresentando atenta ao processo de continuidade de construção e manutencão do pensamento-prática que constitui nossas imagens de futuro, passado e presente, algo que hoje não podemos perder de vista. O fazer arte e o estar em contato com arte é da ordem da conexão do humano com sua posição e seu sentido de estar no mundo, e disso precisamos agora”, analisa Camilla Rocha Campos, diretora-artística do Capacete e coordenadora dos programas.

A divulgação dos 12 selecionados para o programa de residência será no dia 3 de agosto, através das redes das duas instituições. Em 17 de agosto, a equipe MAM | Capacete informará os seis selecionados para o programa de bolsas de pesquisa.

Foto: Reprodução / Vida Carioca

Sobre o Capacete

O Capacete é uma residência artística internacional com sede no Rio de Janeiro, Brasil. Em 2020 o Capacete completa 22 anos de atividades contínuas e tem como missão constituir situações e desenvolver estratégias que forneçam alternativas concretas e reais ao movediço campo da arte. Os programas de residência já realizados foram desenhados para refletir o caráter interdisciplinar das práticas éticas-estéticas contemporâneas e promover esforços que articulam o mundo teórico com apresentações artísticas em diversos formatos e dinâmicas, e para diferentes públicos.

 

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