Raquel Saliba (Foto: Gabriel Arantes)

Raquel Saliba apresenta suas esculturas em “OS MITOS E A MEMÓRIA”, onde expõe cerca de 200 peças em cerâmica e metal, de diferentes texturas, tonalidades cromáticas, formas e tamanhos, estes variando entre 5cm e 1,80m, a partir do dia 19 de setembro.

“Tornar- me artista foi um acaso, aconteceu. Desde criança eu tenho contato com a argila, através de uma prima, que é artista plástica. Isto certamente influenciou a minha história: cresci moldando bonequinhas de barro. Sempre fui apaixonada pela arte, mas acabei estudando psicologia. Durante a universidade, fiz um curso de desenho na escola Guignard, que acabou sendo interrompido por falta de tempo. Já em 2011, a arte entrou em minha vida de uma forma tão intensa que não consegui mais parar. De todas as matérias que já trabalhei, a argila é a minha favorita”, diz Raquel Saliba.

Com curadoria de Marcus Lontra, esta é a primeira individual da artista, que voltou para o Brasil em 2016, depois de morar na França, Austrália e Inglaterra.

“Para se abismar com as figuras heroicas de Raquel Saliba é preciso entender o mistério essencial da arte. É preciso entender a caverna, seus ritos e mitos, suas metáforas, e a ação humana que, em seu interior, transforma e transfigura o mundo. No interior de nossas cavernas o ser refaz o mundo e, graças à ação da arte, garante ordem e sentido à sua existência. Assim nasce, assim se cria, assim se afirma: arte como espaço de redenção e pesquisa, ciência e fé, construção e acúmulo de saberes, cultura e civilização que asseguram o mistério e a especificidade da espécie”, afirma Marcus Lontra.

Raquel Saliba (Foto: Gabriel Arantes)