Vilarejo italiano oferece até 52 mil dólares por novos moradores

Quinta-feira 29 Outubro 2020 / Comportamento

Santo Stefano di Sessanio (Foto: Bússola Diário)

Imagina como seria morar em um vilarejo italiano e ainda faturar aproximadamente 52 mil dólares? Graças à prefeitura de Santo Stefano di Sessanio isso é possível.

Santo Stefano di Sessanio é uma vila medieval que fica a 1.250 metros acima do nível do mar, dentro do parque nacional Gran Sasso e Monti della Laga, localizada no lado leste do centro-sul da Itália.

Quem quiser mudar de vida precisa estar ciente de alguns requisitos. Para ser apto (a), os candidatos precisam ter pelo menos 18 anos, porém, não mais que 40. Também necessitam ser residentes da Itália ou da União Europeia (ou ter a capacidade de se tornar um) e ter vontade de permanecer no vilarejo por, no mínimo, 5 anos.

Santo Stefano di Sessanio (Foto: Bussola Diario)

De acordo com a CNN, o conselho municipal vai pagar aos novos residentes uma taxa mensal de até 8 mil euros por ano.

Os que tiverem vontade de abrir um negócio na cidade poderão receber uma contribuição única de até 20 mil euros, cerca de 132 mil reais na cotação atual. Os residentes também receberão uma propriedade para morar e vão pagar um valor simbólico de aluguel.

Mais de 1.500 pessoas já se inscreveram para participar do programa. A concorrência é grande, pois o município quer manter o número de novos habitantes para cerca de 10 pessoas, ou 5 casais apenas.

Santo Stefano di Sessanio (Foto: Bussola Diario)

Via Forbes / Fotos: Bússola Diário

Por: REDAÇÃO DELOOX

Imersão em ambientes lúdicos e escalas paradoxais inspiram instalação no MAM

Segunda-feira 26 Outubro 2020 / Comportamento

Imfusion (Foto: Divulgação)

O desenvolvimento de novas tecnologias e as conquistas científicas têm impactado a forma como o ser humano se relaciona com a natureza em escalas de proporções paradoxais. Ao mesmo tempo que manipulamos formas diminutas – como vírus e bactérias – exploramos imensidões como a Lua ou Marte. Imfusion é uma instalação tecnológica que revela uma experiência lúdica, capaz de despertar reflexões sobre a forma como interagirmos com o micro e o macro, em diferentes contextos e ambientes.

Desenvolvida pela DeepLab Project, produzida pela Dellarte, Imfusion abre ao público nesta quinta (29), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O agendamento para experiência é feito no momento da compra do ingresso de acesso ao Museu pelo site da Ingresso Rápido. A visitação à instalação está sujeita à disponibilidade dos horários em aberto no dia. 

A medida visa cumprir os protocolos estipulados pelas autoridades sanitárias em razão da pandemia de COVID-19, limitando o número de visitantes, tanto no Museu quanto para a Imfusion. O funcionamento é das 10h às 17h e a instalação poderá ser vista até 29/11.

Do micro ao macro, três cenários são explorados: da molécula à diversidade de uma floresta até a imensidão do universo. Em 12 minutos, os visitantes estarão imersos em formas coloridas e interagindo por meio de sensores com projeções plenas de efeitos especiais – gráficos e sonoros. A tecnologia empregada dispensa a necessidade do contato físico e a fantasia se faz por meio da aproximação. 

Em uma sala escura, com 5,7 metros de largura, 4 metros de altura, e 10,4 metros de profundidade, câmeras e sensores captam a movimentação da pessoa que passa a interferir randomicamente nas exibições. Uma metáfora da interação do homem com a natureza.

Apenas seis pessoas são admitidas por sessão, respeitando o distanciamento social. Uma cortina de tecido, com tratamento antibacteriano, e potentes equipamentos de filtragem do ar são parte dos cuidados.

Imfusion (Foto: Divulgação)

“Os sensores de movimento permitem ao visitante participar da transformação do conteúdo projetado”, conta o idealizador da experiência Felipe Reif. “Queremos reforçar a percepção de que o individual tem reflexo no coletivo, transformando todo o ambiente em que vivemos”, completa. O conteúdo para Imfusion foi criado por mais de dez pessoas entre Brasil, Chile e Estados Unidos.

Mesmo projetada antes da pandemia, a instalação já previa a interação sem necessidade de contato físico num trajeto de sentido único para os visitantes, impedindo o retorno ao início. “No atual contexto, essas características foram essenciais para a escolha do projeto produzido pela Dellarte e co-realizado pela BM Produções”, conta Steffen Dauelsberg, diretor executivo da empresa. “São medidas determinantes para o segmento de instalações interativas”, completa o diretor. 

“A vinda da Imfusion para o Museu do Amanhã é parte de nossa estratégia de apresentar novidades aos nossos visitantes. Estamos sempre focados em expandir a narrativa da Exposição de Longa Duração do nosso museu, apresentando ao público, em diferentes formatos e conteúdos, reflexões sobre que amanhãs queremos construir desde já”, afirma Eduardo Carvalho, editor artístico do IDG, instituição gestora do Museu do Amanhã. “Esta é a primeira atração temporária desde a reabertura do Museu, fechado até setembro devido à pandemia da COVID-19. Estamos sendo bem cuidadosos para que o visitante vivencie esta experiência com segurança e qualidade”, complementa Carvalho.

Imfusion também será levada para outras cidades: “Em dezembro deste ano será a vez de Belo Horizonte e, em 2021, São Paulo”, diz Dauelsberg.

Imfusion (Foto: Divulgação)

SERVIÇO

Data: de 29 de outubro a 29 de novembro de 2020

Horário: de quinta-feira a domingo, das 10h às 17h (último horário de entrada às 16h)

Local: Museu do Amanhã, Praça Mauá, 1 - Centro. Rio de Janeiro

Entrada para o Museu: acesse: www.ingressorapido.com.br/home

Ingressos para o Museu: R$ 26,00 e R$ 13,00 (meia-entrada)

IMPORTANTE: Para participar da experiência é preciso, após a compra do ingresso de acesso ao Museu pelo www.ingressorapido.com.br/home, realizar o agendamento no mesmo site.

Por: REDAÇÃO DELOOX

ArtRio inicia atividades em edição presencial e por plataforma digital

Sexta-feira 16 Outubro 2020 / Comportamento

ArtRio (Foto: Reprodução/Bruno Ryfer)

Em 2020, ano diferente de todos os outros, a ArtRio chega a sua 10ª edição. Confiante na importância das feiras de arte para o mercado e reforçando seu propósito em desenvolver um trabalho focado na valorização da arte brasileira e latino-americana, a ArtRio apresenta, até domingo (18), dois modelos de evento. A feira presencial acontecerá na Marina da Glória, em formato reduzido e diferenciado, e a feira virtual estará online na plataforma Artrio.com.

Na Marina da Glória, a ArtRio vai ocupar o pavilhão principal, com a presença de cerca de 40 galerias. Seguindo todos os protocolos de segurança indicados pelos órgãos competentes, incluindo a exigência do uso de máscara, a disponibilização de álcool gel e o distanciamento social, o número de visitantes será limitado e com indicação de horário de entrada e tempo de permanência.

Outra novidade de 2020 é a inauguração da Casa ArtRio, no bairro do Jardim Botânico, no mês de setembro. Nesse espaço, que será permanente com agenda ao longo de todo o ano, serão realizadas palestras, debates, conversas com artistas e curadores, além de exposições especiais. A Casa ArtRio também irá abrigar o MIRA, programa de vídeo arte que acontece na semana da feira com curadoria de Victor Gorgulho.

Dando continuidade ao trabalho de acessibilidade a arte desenvolvido ao longo dos últimos 10 anos, a ArtRio vai levar para a plataforma digital toda programação realizada na Casa ArtRio. "Acreditamos que não podemos parar com todo o trabalho que desenvolvemos para a ArtRio - o importante é buscar alternativas e novos formatos. Temos um forte compromisso com toda a cadeia do mercado de arte. Ao mesmo tempo, entendemos que, neste momento, a segurança de todos está em primeiro lugar. Teremos, em 2020, uma edição da ArtRio adequada ao cenário atual, seguindo com seu padrão de excelência e trazendo novas experiências para todos. A edição digital vai possibilitar que esse ano a feira quebre barreiras e chegue a um público mais amplo, que pode estar em qualquer lugar do mundo.", indica Brenda Valansi, presidente da ArtRio.

ArtRio (Foto: Bruno Ryfer)

ArtRio Digital

A ArtRio foi a primeira feira de arte do mundo a lançar, ainda em 2018, um marketplace para venda online. Neste ano, foi desenvolvida uma plataforma que irá permitir a sensação de visitação da feira e das galerias presentes, incluindo diversos detalhes sobre as obras, artistas e histórico. Um chat vai permitir a conversa direta com os galeristas, além de canais para a comunicação por vídeo, facilitando a visualização de detalhes das obras e negociações.

A edição virtual contará ainda com intensa programação de eventos, como palestras, mesas redondas, performances e visitas guiadas. De acordo com o relatório "The Art Market 2020 - Art Basel and UBS", o mercado de arte e de antiguidades online alcançou em 2019 o total de US 5,9 bilhões. Esse montando representa 9% do valor das vendas no mercado de arte global por valor. Entre as vendas on-line em 2019, 57% foram realizadas para novos compradores. Enquanto a maior parte das transações online das galerias (77%) conectam compradores e vendedores com mais de 1.000 km de distância, cerca de 18% estavam dentro de um raio de 500 km, incluindo 11% dos compradores a menos de 50 quilômetros de distância.

Os colecionadores Millenials (em geral nascidos entre 1979 e 1995) foram os usuários mais regulares dos canais online, com 92% comprando neste modelo. 36% desses millenials que compraram online pagaram mais de US$ 50,000 por uma obra de arte, incluindo 9% que gastaram mais de US$ 1 milhão.

A programação do evento está disponível aqui e os ingressos já estão à venda no site oficial.

ArtRio (Foto: Bruno Ryfer)

Por: REDAÇÃO DELOOX

Artista brasileiro Tulio Dek faz intervenção pública pioneira em Lisboa

Sexta-feira 16 Outubro 2020 / Comportamento

Tulio Dek - instalação “Beyond the trees”. (Foto: Divulgação)

No dia 25 deste mês, o Jardim do Torel, em Lisboa, vai inaugurar uma grande intervenção do artista brasileiro Tulio Dek (1985, Goiânia). É a primeira vez que um artista realiza um projeto dentro de um parque urbano público em Portugal. Com uma imensa área verde, instalado em três patamares no alto de uma das sete colinas de Lisboa, o Jardim do Torel é um mirante e permite uma vista privilegiada da cidade. Ao lado do elevador mais antigo da cidade, um de seus lagos foi transformado em “praia” no verão. 

O curador do Museu Nacional de Arte Contemporânea, em Lisboa, Rui Afonso Santos, afirma que a intervenção de Tulio Dek além de ser “única no seu gênero, por sua qualidade, é extremamente rara no panorama artístico português”.

Tulio Dek fez uma intervenção nos três planos do parque, utilizando o percurso do concorrido Jardim do Torel, para sensibilizar os visitantes, principalmente os jovens, para a proteção ao meio ambiente. Ao longo da primeira área verde, o artista instalou 500 tocos de árvores decepadas, com altura entre 50 e 85cm, e diâmetros variáveis de 20 a 50 centímetros. O público caminhará pelos troncos queimados. Os troncos, oriundos de bosques queimados, foram cedidos pelo governo de Portugal. 

Tulio Dek - instalação “Beyond the trees”. (Foto: Divulgação)

“Vejo os jovens mergulhados em mídias sociais, alienados, e quis levar para a dimensão do real um alerta para a importância da preservação do planeta”, conta o artista. Nascido em Goiânia, Tulio Dek passou a infância em contato com as matas. 

“Os protestos são em sua maioria feitos pela internet, e acabam por ter um alcance efêmero. Ao caminhar por entre os troncos calcinados no Parque do Torel, as pessoas vão sentir, vão imaginar, o que é uma floresta devastada. Vão lidar com uma destruição real na sua frente”, diz. “Se não protegermos a natureza, vamos proteger quem? O que está acontecendo no mundo?”, indaga.

Continuando o percurso, que leva a um patamar abaixo na encosta, o público verá uma fonte com água tingida de preto, em alusão a vazamentos de petróleo. Atrás da fonte, um grande luminoso azul traz a frase “I can’t stop these tears from falling” (“Não consigo impedir essas lágrimas de caírem”).

Perto da fonte será instalada uma cabana de madeira, grafitada pelo artista, como um abrigo, um local de acolhimento, onde estarão sacos com sementes de nove árvores nativas de Portugal. O público poderá levar punhados dessas sementes para plantarem em outros locais. “É como uma volta, em que se pode devolver árvores ao país”, observa Dek.

Tulio Dek - instalação “Beyond the trees” (Foto: Divulgação)

Rui Afonso Santos, curador do Museu Nacional de Arte Contemporânea, de Lisboa, escreve no texto que acompanha a exposição-intervenção que Tulio Dek, “artista contemporâneo multidisciplinar, pintor, escultor, performer e ativista, é autor de uma obra artística única e singular, diluindo os parâmetros entre alta e baixa cultura. A sua pintura, em contínua transformação, é fortemente gráfica e interventiva, e nela slogans eficazes e fundamentais de cariz sempre humanista coexistem com pictogramas simplificados, num mix distinto, de grande qualidade visual”. 

O curador observa ainda que “este contraste entre o natural e o edênico, que o próprio jardim-miradouro do Torel recria, e o artificial da actual e selvática cultura do consumo e do desperdício, conscientizará os visitantes para a necessidade de adotar condutas responsáveis”.

SERVIÇO

Jardim do Torel, Lisboa

25 de outubro a 25 de novembro de 2020

Curadoria: Rui Afonso Santos

[Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa]

Apoio: Junta da Freguesia de Santo Antônio, Lisboa e Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa]

Entrada gratuita

 

Leia: Mostra com imagens de Helio Oiticica e Neville Dalmeida abre no Aterro

Por: REDAÇÃO DELOOX

Mostra com imagens de Hélio Oiticica e Neville Dalmeida abre no Aterro

Quinta-feira 15 Outubro 2020 / Comportamento

MAM - Helio Oiticia - Neyrotika  serie, 1972, 2003

Neste sábado (17), o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro vai inaugurar a exposição COSMOCOCA - programa in progress: núcleo poético de Quasi-Cinema, com cinco imagens fotográficas oferecidas em doação ao museu pelo Projeto Hélio Oiticica e pelo cineasta Neville Dalmeida. Com curadoria de Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes, a seleção envolve imagens originalmente feitas em slide para serem projetadas nos ambientes dos Bloco-Experiências in Cosmococa - programa in progress, criados em 1973, em Nova York, pelo artista carioca Hélio Oiticica (1937-1980) em parceria com o cineasta mineiro Neville Dalmeida.

MAM - Helio Oiticica, Neville Dalmeida - Cosmococa

Em resposta à oferta de doação, o museu apresenta uma mostra-resumo dos experimentos Quasi-Cinema, conceito de Hélio Oiticica para a busca de alternativas críticas às poéticas cinematográficas convencionais, voltadas para o movimento ilusionista, para a sincronização entre sonoridade e ação, e para o papel meramente contemplativo do observador.

MAM - Hélio Oiticica - Neyrotika

Em adição às cinco imagens de Cosmococa, a exposição inclui outros experimentos de Hélio Oiticica com Quasi-Cinema, como slides da série Neyrótika e da série TV Shot, transferidos a fotografia, e o filme mudo Agripina é Roma-Manhattan (feito em Super 8). Complementam a mostra os filmes Héliophonia (2002), de Marcos Bonisson, e Cosmo Cápsulas (2001), de Cesar Oiticica Filho.

A mostra antecede a grande exposição “Hélio Oiticica: a dança na minha experiência”, curada por Adriano Pedrosa e Tomás Toledo e correalizada pelo Museu de Arte de São Paulo (MASP) e pelo MAM. Essa exposição está em cartaz em São Paulo e virá em seguida ao Rio.

MAM - Hélio Oiticica - TV shots série, 1974

Serviço: COSMOCOCA - programa in progress: núcleo poético dos Quasi-Cinema
De 17/10/2020 a 28/2/2021

Por: REDAÇÃO DELOOX