Isabella Lescure apresenta telas inéditas na galeria da Jeffrey Store

Segunda-feira 24 Junho 2019 / Comportamento

Tela de Isabella Lescure (Foto: Divulgação)

A partir de sexta (28), a artista plástica Isabell Lescure vai apresentar seus novos trabalhos na exposição "Folhagens Urbanas", na Jeffrey Store, no Leblon.

Com curadoria de Maria Lili, a mostra revela o olhar da artista sobre a cidade de São Paulo e seus tons de cinza, que deixa escapar algumas cores entre a profusão de construções. As 25 telas, de variadas dimensões, refletem a busca de Isabella por sinais de vida que se oponham à bagunçada urbanóide. “Na cidade recorro às folhagens do pouco verde que lá persistem para sossegar o meu olhar”, conta a artista, amante do contato com a natureza.

“As minhas pinturas são a minha ressignifiação de um agitado meio urbano junto à tranquilidade da natureza que nele ainda persiste. Por vezes, elas se colocam como um sopro de cor e em outros momentos a inquietação transborda, por meio de diferentes elementos, formas, cores e texturas”, explica Isabella.

As obras de “Folhagens Urbanas” deixam os olhos inquietos, em constante movimento. A combinação de cores e formas criadas por Isabella Lescure tiram o espectador do lugar comum, envolvendo-os no universo particular de cada pintura.

“A Isabella apresentou seus trabalhos em uma exposição de arte urbana organizada por mim, no Shopping Fashion Mall, em 2016. Ela estava começando, mas suas peças fizeram muito sucesso. Ela tem um talento incrível e traz a arte contemporânea pura no sangue", afirma Maria Lili.

A mostra estará disponível para visitação até o dia 30 de julho.

Tela de Isabella Lescure (Foto: Divulgação)

Por: REDAÇÃO DELOOX

Casa Roberto Marinho abre exposição 'Djanira: a memória de seu povo'

Sexta-feira 21 Junho 2019 / Comportamento

Djanira, 'Vendedora de flores', 1947, óleo sobre tela (Foto: Jorge Bastos)

A Casa Roberto Marinho abre na próxima quinta (27) a exposição "Djanira: a memória de seu povo", que reafirma o compromisso do instituto cultural no Cosme Velho com a arte moderna. Em parceria com o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), a mostra reposiciona a obra de uma figura central em nossa cena artística do século XX. A curadoria é de Rodrigo Moura, curador adjunto de arte brasileira, e Isabella Rjeille, curadora assistente, ambos do MASP. Organizada cronologicamente e em torno de eixos temáticos que surgiram ao longo dos seus anos de viagens e pesquisas, a exposição abrange quatro décadas da produção de Djanira da Motta e Silva (1914-1979).

O recorte curatorial enfoca a busca da artista por uma pintura nativista e os temas da cultura popular, aos quais se dedicou ao longo de toda a carreira, e onde reside sua contribuição mais original para o modernismo brasileiro. Desde sua morte, há 40 anos, esta é a primeira exposição monográfica dedicada a ela.

Djanira, 'Casa de farinha', 1956 (Foto: Pedro Oswaldo Cruz)

“A complexidade da obra de Djanira e a singularidade de sua recepção no marco do modernismo brasileiro ainda residem em seu caráter autodidata. Sua pintura se filia a uma linhagem artística que busca nas manifestações da cultura popular não simplesmente um tema, mas uma maneira de produzir arte com ideais de autenticidade”, afirma o curador Rodrigo Moura.

Nascida em Avaré (SP), de origem modesta, Djanira trabalhou desde cedo na lavoura de café. De ascendência austríaca por parte de mãe e indígena por parte de pai, foi abandonada ainda menina por sua família de origem e adotada por um casal de Santa Catarina, que nunca a reconheceu afetivamente. A artista começou a fazer seus primeiros desenhos ainda em São Paulo. 

Nos anos 1940, mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a pintar a partir da convivência com um grupo de modernistas, que incluía Jose Pancetti (1902-1958) e Milton Dacosta (1915-1988), quando o diálogo com as vanguardas europeias já não era tão importante. Foi nessa época que teve aulas com Emeric Marcier (1916-1990), a quem alugou um quarto na pequena pensão que manteve em Santa Teresa, a Pensão Mauá, onde também ganhava a vida como costureira.

Djanira, 'Parque de diversões', s.d., óleo sobre tela (Foto: Marcio Martins)

A identidade étnica mestiça e o autodidatismo artístico chamaram a atenção da crítica que, equivocadamente, a classificou como primitiva e ingênua. O interesse surgiu desde a primeira apresentação pública, no 48º Salão Nacional de Belas Artes, em 1942. Djanira retratou suas vivências e seu entorno social, pintando amigos, vizinhos, operários e trabalhadores rurais, paisagens do interior do país e manifestações sociais, culturais e espirituais, com destaque para os ritos afro-brasileiros.

A trajetória itinerante de Djanira, que chegou a viver em Salvador e Nova York (1945), é determinante na formação da artista e inseparável do seu método de trabalho. Apesar da pouca visibilidade após sua morte, em 1979, a paulista teve ao longo dos 35 anos de carreira inúmeras exposições individuais. E participou de uma série de coletivas no Brasil e em países da América Latina, Europa e Estados Unidos, onde expôs quadros como "Lapa" (1944) e "O Circo" (1944). De acordo com o crítico Frederico de Morais, “a novidade da pintura de Djanira foi justamente fundir tema e forma, sendo ao mesmo tempo brasileira pela temática e universal pela forma”.

Em 1976, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro realizou uma grande exposição em torno da obra da artista, considerada hoje um dos pilares do modernismo brasileiro tardio. E é no acervo deste museu que se encontra boa parte do trabalho dela, doado por seu viúvo José Shaw da Motta e Silva. 

Djanira, 'Serradores', 1959 (Foto: Pedro Oswaldo Cruz)

“A trajetória de Djanira começou mais tarde, com muita determinação e esforço. Nenhum artista brasileiro retratou com tamanha atenção a luta pelo sustento das camadas mais desfavorecidas, através do trabalho cotidiano. A origem humilde deu-lhe sensibilidade aguda para captar essas epopeias anônimas. A economia de sua linguagem, o uso de poucos planos concisos e as cores vibrantes cuidadosamente escolhidas apontam para uma sofisticação esperada numa artista de seu tempo. Não à toa, alguns neoconcretos chegaram a buscar uma aproximação com a sua obra”, observa Lauro Cavalcanti, diretor da Casa Roberto Marinho.

A organização geométrica das figuras, o arranjo dos quadros como colagens, por zonas de cor, e o preenchimento de todo espaço com algum elemento são aspectos ressaltados em pinturas como "Parque de Diversões" (1944) e "Vendedora de Flores" (1947), que integram "Djanira: a memória de seu povo", uma oportunidade de relacionar a obra da artista ao melhor da arte moderna brasileira. Da coleção Roberto Marinho, serão exibidas as telas "Casa de Farinha" (1956), "Mercado da Bahia" (1959) e "Serradores" (1959), que abordam a recorrente do temática do trabalho. 

“A geometria em Djanira nunca foi forma pura e livre de relações figurativas, sempre esteve associada a algum aspecto da vida humana, ou a algum elemento da classe trabalhadora que a cercava”, pontua a curadora assistente Isabella Rjeille.

Por fim, Lauro Cavalcanti ressalta que a pintura moderna brasileira é um território pouco explorado pelas novas gerações: “Djanira possui um valor quase oculto nas últimas décadas. Um dos encantos de uma exposição é tornar presente, sem intermediações, obras criadas há longos anos. Íntegras e atemporais, as telas chegam novas aos olhos de hoje”, conclui. 

Djanira, 'A Costureira', 1951, óleo sobre tela (Foto: Jaime Acioli)

Por: REDAÇÃO DELOOX

Cassia Bomeny Galeria inaugura exposição de Daniel Feingold

Segunda-feira 17 Junho 2019 / Comportamento

Daniel Feingold (Foto: Divulgação / Studio Daniel Feingold)

Nesta terça (18), o artista plástico Daniel Feingold inaugura sua individual, na Cassia Bomeny Galeria, em Ipanema. A mostra “Daniel Feingold, Pequenos Formatos” reúne cerca de 40 trabalhos inéditos desenvolvidos ao longo do último ano, que envolvem planos de cor, linhas cromáticas e formas geométricas sobre as superfícies da tela e do papel. 

Com trinta anos de trajetória, Daniel é conhecido pelo desenvolvimento de novas técnicas de pintura que, quase sempre, abolem o uso do pincel. Há anos, vem criando suas obras com esmalte sintético derramado diretamente sobre as telas. E, agora, trabalha em paralelo com o bastão a óleo, que deixa o traço mais íntegro, praticamente sem nenhuma possibilidade de descontrole como no caso do esmalte.

“O bastão me permite fazer um maior entrelaçamento de planos de cor, criando grades cromáticas. E como uso o bastão de forma totalmente perpendicular à superfície, isso acaba gerando um traço largo de imagens opacas e densas”, explica o artista.

Daniel Feingold - Pinturinha#27 (27cm x35cm) Foto: Cassia Bomeny)

Para Felipe Scovino, a obra de Feingold tem uma proximidade com a arquitetura, primeira formação do artista. “Esse fato ganha mais intensidade quando percebemos a presença do grid, uma herança modernista presente de forma contundente tanto em Mondrian quanto em Agnes Martin ou Frank Stella", diz o curador.

"Entre a sua composição de malhas ortogonais estão representadas metaforicamente imagens de fachadas de prédios, ruas, vielas e outros elementos da cidade. Pelo fato de nos oferecer uma urbe recortada, que não se revela por completo, nunca temos a percepção de um todo, e sim de uma perspectiva oblíqua. Eis outra força de seu trabalho: a capacidade de nos levar alhures”, completa Scovino.

“Daniel Feingold, Pequenos Formatos” fica em cartaz até 30 de julho.

Daniel Feingold - Pinturinha#28 (27cm x35cm) Foto: Cassia Bomeny

Por: REDAÇÃO DELOOX

Espetáculo 'Plataforma Dança Intercâmbio' chega ao Rio de Janeiro

Sexta-feira 14 Junho 2019 / Comportamento

Bradley Shelver (Foto: Divulgação)

A Cidade do Rio de Janeiro recebe a partir de terça (18) a primeira Edição Panamericana do Congresso de Dança Moderna. O evento tem como diretora artística e curadora a bailarina Andrea Raw, referência brasileira no segmento.

Raw apresenta o espetáculo “Plataforma Dança Intercâmbio”, onde, assim como ela, bailarinos mostram as mais diversas técnicas da dança moderna. A Companhia Dança 3, os bailarinos Fatima Suarez, Jorge Tavares e Rita Serpa, além da cantora e pianista Clarice Gonzalez, também irão dominar os palcos.

O evento tem presença confirmada de Bradley Shelver, considerado um ícone da dança moderna, atualmente em sua 10ª temporada como Primeiro Bailarino do Metropolitan Opera Ballet, em Nova York. 

As apresentações acontecem no Teatro Cacilda Becker, no dia 18 de Junho, às 19h, e nos dias 21 e 22 de junho, às 20h, no Teatro Angel Vianna. O objetivo do Congresso é promover trocas entres artistas nacionais e internacionais.

Andrea Raw (Foto: Fernando Ferreira)

Por: REDAÇÃO DELOOX

Copa América promete carnaval fora de época no Rio de Janeiro

Quinta-feira 13 Junho 2019 / Comportamento

Arena Maravilha (Foto: Divulgação)

A Copa América vai acontecer no Brasil pela 5ª vez e o Rio de Janeiro pretende transformar o evento em um grande Carnaval fora de época, movimentando os quatro cantos da cidade. Até o dia 7 de julho, o Morro da Urca, tradicional point de reunião dos amantes de futebol, receberá pela primeira vez um festival de entretenimento.

A Arena Maravilha será realizada pelos mesmos produtores de festas como Haras Rio, Rock the Mountain, Réveillon do Morro, entre muitas outras.

Com um visual 360º e muita música ao ar livre, a Arena traz seis áreas funcionando simultaneamente (The Grand Arena, Myra, WineHaus Sky Gardens, Boteco Guanabara, Street Food District e Gin & Tonic Mixology), incluindo performances de bandas e blocos, além de diversos DJs da cidade.

A The Grand Arena será a área destinada à transmissão dos jogos e é local escolhido para a apresentação dos blocos Fica Comigo e Samba de Santa Clara, além de DDP, TheBlackHaus, Rapha Lima, João Brasil e Zeh Pretim. O Mirante do Morro da Urca traz o espaço MYRA, em frente ao Pão de Açúcar, e reúne uma seleção de nomes da discotecagem nacional e internacional, como o francês Watermät.

Copa América é o ponto de partida para diversas festas no Rio (Foto: Divulgação)

A área conhecida como "Baixo Gávea do Morro" vai se transformar na WineHaus Sky Gardens, com uma mini feira de vinhos e participação dos DJs residentes da festa.

A Arena Maravilha apresenta o Boteco Guanabara e promove roda de samba, além de oferecer pizzas tradicionais do Rio e cervejas importadas e artesanais.

O Street Food District abriga diversas opções gastronômicas, incluindo pratos típicos juninos.

O Gin & Tonic Mixology será um espaço destinado à criação de verdadeiras obras de arte com teor alcoólico, elaboradas pelos mais importantes mixologistas da cidade.

O terraço do Lagoon receberá mais uma edição do Fill The Cup e as atrações são ZehdoRoque, Rapha Lima, TheBlackHaus, Luckas, João Brasil, além de outros DJs do Rio.

No sábado (15), acontece mais uma edição da Lucce Party, novamente no Lagoon, com premium open bar e som de Victor Junqueira, Reezer, Luckas e Make You Sweat.

Seguindo os mesmos moldes das estruturas do Fill The Cup e Lucce Party, o Terraço do Amor - Edição Especial CarnaCopa 2019 acontece no dia 20 de junho, com roda de samba a partir das 15 horas. Desta vez, quem comanda o som é o grupo Fica Comigo e convidados especiais, além de Luckas, Tucho, Jhon Failly, Jhonny Green e Rafa M.

Fill The Cup (Foto: Divulgação)

Por: REDAÇÃO DELOOX