Walter Garin em ação no Shake Speakeasy. Foto: Pedro Soares

Um novo bar secreto na capital carioca traz o conceito dos speakeasies, nascidos nos anos 1920 nos Estados Unidos, ao burburinho das empresas e negócios da cidade. Daquela década ao início dos anos 1930, a lei seca proibiu a produção, a venda e o consumo de bebida alcoólica e quem desejava beber tinha que recorrer a bares que pediam senhas à porta para ter a entrada permitida. Batizada de Shake Speakeasy, a casa é comandada pelo bartender uruguaio Walter Garin, que escolheu o mezanino do Terminal Menezes Cortes, no Centro, para recriar uma atmosfera temática da época. 

Responsável por formar diversos profissionais conhecidos na cidade, Garin é conhecido por sua dedicação à qualidade do que é servido e segue investindo na produção da maioria dos insumos usados na preparação das bebidas, como o vermute, o refrigerante a base de mate, gengibre e limão e os bitters. Na carta de lançamento, a viagem ao tempo fica evidente a partir de sua impressão: ela simula um jornal da época proibida com nomes de personagens marcantes.

Drink Hellen Guilles. Foto: Pedro Soares

O público encontra releituras de clássicos, como a Pinga Colada, que leva cachaça, rum, mel de abacaxi, xarope de amêndoa, leite de coco e clara de ovo, e uma extensa lista de autorais com sabores que variam entre os refrescantes e intensos. Um dos destaques é o Helen Guilles, em referência a esposa do assaltante de bancos Baby Face, feito com Gin bombay, vermute tinto shake, Campari, suco de limão siciliano e shake citrus bitter.

O Brazilian Ice Tea é resultado da mistura de três cachaças, triple sec, limão taiti e refrigerante da casa. Na mesma atmosfera dos anos 20 e 30, em que se ambientaliza, A Famigerada Tommy Gun surge com cara de hit, em um mix de duas cachaças, scrub de morango, laranja, limão taiti, refrigerante de hibisco da casa.

O Shake Speakeasy funciona das 16h às 23h.